23 de Agosto de 2007

 

 

 

Lisboa, 23 Ago (Lusa) - Os avisos emitidos diariamente pelo Instituto de Meteorologia não prevêem possíveis perigos para a população e tanto esta entidade como a Autoridade Nacional de Protecção Civil se acusam mutuamente por esta lacuna.

    O IM disponibiliza diariamente no seu site um mapa do país com avisos meteorológicos específicos para cada distrito, diferenciados por quatro cores consoante a gravidade da situação: verde, amarelo, laranja e vermelho (que simboliza "risco extremo").

    Os critérios para estabelecer qual o grau de risco variam de distrito para distrito, consoante a previsão das condições do vento, precipitação, neve, trovoada, nevoeiro, tempo quente e frio e agitação marítima.

    Actualmente, os avisos meteorológicos do IM apresentam alguns alertas: Se a cor verde "não prevê nenhuma situação meteorológica de risco", a amarela avisa que existe "risco para determinadas actividades".

    Questionada sobre quais as actividades visadas, a responsável pela Divisão de Vigilância e Previsão Meteorológica do IM, Clara Freitas, remeteu a resposta para a ANPC: "Eles têm uma lista a dizer quais os impactos".

    "[A lista com] os efeitos é responsabilidade da Protecção Civil. Nós damos a informação e eles têm de pensar nas consequências, não nos cabe a nós essa tarefa", sublinhou aquela responsável.

    No entanto, quando contactada pela agência Lusa, a assessora de imprensa da Protecção Civil (ANPC) negou a existência de tal lista, dizendo que essa era uma responsabilidade do Instituto de Meteorologia.

    "Se eles têm essa informação na página, então são eles que têm de explicar quais as actividades em risco", assegurou a assessora.

    Uma posição que Clara Freitas recusa.

    "Os avisos do Instituto de Meteorologia têm uma conotação mais climatológica. Cabe à Protecção Civil definir quais os impactos dessas alterações na garantia da salvaguarda de vidas humanas e bens", disse à agência Lusa a responsável.

    Clara Freitas disse mesmo que está em curso um projecto para alterar os actuais parâmetros que definem os níveis de gravidade da situação climatérica, de forma a terem em conta os efeitos na população.

    Responsabiliza ainda à ANPC por o IM ainda não estar a trabalhar com estes novos parâmetros, acusando a Protecção Civil de ainda não ter cumprido com o prometido: apresentar ao instituto um levantamento dos efeitos perante determinadas condições para que se possa alterar os actuais parâmetros definidos pelo instituto.

    A responsável do IM admite que não é muito fácil chegar a consenso quanto às consequências de determinadas situações climatológicas, porque "os dois organismos, com objectivos claramente diferentes, têm de conseguir consolidar pareceres".

    Entre as situações climatológicas mais consensuais estão a precipitação e os ventos e entre as mais complicadas surge o nevoeiro: "Para eles (ANPC), este parâmetro não é tão importante".

    Na prática, por enquanto, os avisos meteorológicos na página www.meteo.pt dizem respeito exclusivamente a condições climatéricas não especificando quais as consequências para pessoas e bens e quais as actividades que deveriam ser suspensas ou canceladas.

    Este tipo de informações concretas para as pessoas já existe, por exemplo, nos alertas sobre raios ultravioleta que o IM divulga diariamente na mesma página.

    Neste caso, quando os índices ultravioleta ultrapassam determinados valores, o site aconselha a população a tomar precauções como o uso de chapéu e óculos escuros ou evitar a exposição solar.

    A assessora da ANPC também nega que as duas entidades estejam a colaborar na resolução do problema, afirmando que a Protecção Civil não está envolvida em nenhum projecto para reformular os avisos meteorológicas ou para fazer um levantamento das consequências para as pessoas.

    "Não existe nenhum projecto, protoloco ou acordo com o IM" no sentido de reformular os avisos, disse à Agência Lusa Gisela Oliveira.

NOTICIA AGÊNCIA LUSA

LUSA

 

 

 

publicado por Portugal TV às 18:41
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