30 de Dezembro de 2008

29.12.2008 - 21h46 Joana Amaral Cardoso
Há um ano, Nuno Santos transitava de uma RTP1 com 25,2 por cento de share para uma SIC que pela primeira vez em 15 anos estava na terceira posição dos canais generalistas mais vistos. O ano de 2008 termina agora com a SIC novamente em segundo lugar, com 24,9 por cento de share e com a RTP1 com 23,8 por cento (dados da Marktest até 28 de Dezembro). Sem surpresas, a TVI continua a dominar e reforçou mesmo a sua quota de mercado, com 30,5 pontos de share contra os 29 de 2007. A RTP2 tem 5,6 pontos, uma melhoria em relação a 2007, em que tinha 5,2 pontos.

Na SIC, foi o ano de Zé Carlos, de Momento da Verdade, de Rebelde Way e da Taça de Portugal, de Podia Acabar o Mundo ou de Não Há Crise, mas também do regresso de Roda da Sorte.
Na RTP1, 2008 ficou marcado por Vila Faia, Os Contemporâneos, Telerural, Olha Quem Dança ou A Minha Geração. A TVI pôs fim a novelas como A Outra e Fascínios, continuou com Morangos com Açúcar, estreou Equador, recuperou Manuela Moura Guedes e criou debate com Cartas na Mesa, além do humor de Caia Quem Caia e do Euro 2008.

“Este ano todos os olhos estavam postos na SIC”, constata Nuno Santos, director de programas do canal de Carnaxide. “O primeiro objectivo era recolocar a SIC na segunda posição. Está alcançado”.

Mas houve verdadeira mudança na televisão? Com uma nova direcção na SIC, “não há nada de extraordinariamente novo”, diz Francisco Rui Cádima, professor na Universidade Nova. Cádima considera que houve um reforço na informação, com continuação anunciada para 2009, o que “faz a SIC reencontrar o seu percurso de origem”. O segundo lugar “é uma vitória”, mas “está tudo por demonstrar na qualidade da oferta, na filosofia e ética de antena e do reencontro do público em 2009. Esse é que será o grande desafio”.

Em 2008, um ano “clarificador” para Nuno Santos, a SIC foi a estação mais regular na média anual dos resultados globais do dia e horário nobre (24,9 e 24,2 por cento, respectivamente), mas desde Setembro perde o segundo lugar para a RTP1. Enquanto Cádima dá os “parabéns” a Nuno Santos, Eduardo Cintra Torres, crítico de TV do PÚBLICO, nota que este “cometeu erros graves”, nomeadamente com os títulos que colocou antes e depois do “programa mais importante da estação”, o Jornal da Noite.

Nuno Santos assume que parte do seu trabalho este ano foi de reorganização de horários e cumprimento de compromissos herdados da direcção de Francisco Penim, como é o caso de Rebelde Way. E refere que houve “produtos que defraudaram” as suas expectativas, mas também outros que o surpreenderam pela positiva.

O mesmo aconteceu na RTP1, com José Fragoso à frente de uma grelha em parte herdada da direcção de Nuno Santos. “As minhas opções tinham de ter maior presença a partir do Verão”, explicou ao PÚBLICO, e “em Setembro lançámos um conjunto de programas novos e alterámos conteúdos de outros existentes” elencou. Por isso mesmo, está “muito contente” com os resultados desde a rentrée. Mas se Cintra Torres considera que a RTP1 “é a mesma de sempre”, até “um pouco mais populista”, também vê elementos positivos na direcção de Fragoso, que “não é uma pessoa da TV e tem arriscado mais”, dando como exemplo a escolha do horário do remake de Vila Faia.

Panorama “monotemático”

Sobre a perda do segundo lugar, Fragoso considera que “a RTP não deve ser (apenas) avaliada por um critério de audiências. É um canal obviamente dirigido a grandes públicos, mas deve ser olhada por outros critérios, como a diversidade, a independência da informação e conteúdos específicos às obrigações” do serviço público. E frisa que, num panorama televisivo “monotemático”, a RTP1 “tem um papel importante em manter vivos vários formatos, diversificados” e que tem agora “um prime-time diferente todos os dias”.

Quanto à TVI, líder há quatro anos consecutivos (o PÚBLICO contactou José Eduardo Moniz, mas a resposta não chegou em tempo útil), o segredo do sucesso foi descoberto “casualmente em função do Big Brother (2000) e do seu arrastamento para as séries portuguesas que faziam a sanduíche e geraram contaminação de públicos. Transformaram-se as séries em novelas e daí o grande novelão que é a TVI”. Agora há “uma programação muito continuada e popular”, opina Cintra Torres. “Os portugueses precisam de estar numa maioria, é uma coisa um bocado anti-democrática, e escolhem um canal maioritário. Primeiro foi a RTP, depois a SIC foi esse canal e agora a TVI. E essa era não está perto do fim. É uma situação estável.”

Em momento de expansão, a SIC tem como objectivo “ser a estação mais vista pelos portugueses”. Mas “sabemos que há um player forte e muito instalado no mercado e não ignoramos o contexto de crise nos média. Vamos chegar lá, mas daremos passos seguros para isso”.

O contexto não é só de crise, como identifica desde logo Nuno Santos, mas também de mudança. Na era da Internet e dos aparelhos DVR, José Fragoso destaca dois projectos para 2009 - T2 para 3 e Dez, de Leonel Vieira – e Nuno Santos fala em novos projectos exclusivamente para a net, mas também multiplataformas. E ambos destacam que estão preparados para o desafio tecnológico.

NOTÍCIA JORNAL PÚBLICO
publicado por Portugal TV às 15:20
VÍDEOS
Televisões mostram José Sócrates a preparar comunicação ao País Bloqueio à Liberdade de Informação no CascaisShopping
Em Votação:
"Peso Pesado" poderá ser a salvação das audiências da SIC?
Sim, porque é um programa cativante que fideliza o público.
Não, porque o programa é um bocado entediante.

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Viva!Não sei se alguem ira ler este meu comentario...
Herman José na rtp! Finalmente! Eu adoro-o desde s...
Esta foi das melhores noticias da tv que recebi! e...
Meu caro, Alguém o obriga a vir cá? Eu só visito o...
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